Ventania, tempestade
Dentro da minha cabeça
Pensamentos para um lado
Censura para outro, tudo disparado
É como um átomo, cujas partículas
Se movem rapidamente
Chocam-se, unem-se, repelem-se,
Minha cabeça quente
Desejos para o norte
Para o sul perto da morte
Desejos pra todo lado
Pra todo lado o corte
Desejos com pressa
Erram num ritmo frenético
Nos impulsos da ventania
Está ficando tarde, cinético
E tudo corre
Tenho medo
De não alcançar
Antes de tudo acabar
Minha cabeça roda
Tudo se confunde
Desejos, censura,
pensamentos, morte, amargura
Teimo em achar que dá
A consciência diz que não
Meu peito se contrai
É angústia que também diz não.
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