Meu pai, carpinteiro
Operário, trabalhador
Tratava a madeira
Como se fosse seu amor
Trabalhava no último andar
Do edifício mais alto
Podia ver o mar
Navios atracados e carros no asfalto
Navios que trouxeram seus pais
Há muito tempo atrás
No porão, com ratos e baratas
Frio, fome e antraz
E, agora, seu filho está lá no alto
Trabalhando a madeira
E vendo os navios no Porto
Está tranquilo, fumando um cigarro
E respirando a poeira
Leva os filhos para a oficina
Tudo cheira a serragem
Da madeira serrada
Eu apreciando a paisagem
Sentada na mureta, bem no alto
Gosto do cheiro de serragem
Vejo navios no Porto
E carros de passagem
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