quinta-feira, 21 de maio de 2026

Meu pai, operário

 Meu pai, carpinteiro

Operário, trabalhador

Tratava a madeira

Como se fosse seu amor


Trabalhava no último andar 

Do edifício mais alto

Podia ver o mar

Navios atracados  e carros no asfalto 


Navios que trouxeram seus pais

Há muito tempo atrás

No porão, com ratos e baratas

Frio, fome e antraz


E, agora, seu filho está lá no alto

Trabalhando a madeira

E vendo os navios no Porto

Está tranquilo, fumando um cigarro 

E respirando a poeira


Leva os filhos para a oficina

Tudo cheira a serragem

Da madeira serrada

Eu apreciando a paisagem


Sentada na mureta, bem no alto

Gosto do cheiro de serragem

Vejo navios no Porto

E carros de passagem

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