Madrugada insone
Vejo carros passando Devagar
Alguns param, ávidos de prazer
Alguém vem saciar
Mulheres riem e falam alto
Sem tetos dormindo na rua
Em volta da Praça
Eu, com a cabeça na lua
Penso, na noite escura
Em sair, caminhar
E pegar conchinhas
E estrelas do mar
Vagueio pelas ruas vazias
Alguns bêbados cambaleantes
Jovens barulhentos saindo da festa
A luz bruxuleante
Vagueando meu pensamento
Vejo você ao meu lado
Vejo castelos de areia
Que viram barro
Viram tijolos, viram pó
De várias cores
Purpurina que envolve
Meu corpo, seu corpo
E seguimos vagalumes
Iluminando a noite e seus amores
Eu e você purpurinas
Aquecemos a Terra
Viramos fogueira
Viramos cinzas
E acabamos serpentinas