Mostrando postagens com marcador reticências e etc.... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reticências e etc.... Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Tempo...




O tempo é inimigo para alguns,
Mas para mim, amigo...
Mesmo contando todos os desencontros,
Somando todos acertos e desatinos,
O tempo é perfeito, o tempo é lindo.


Sei que muitos falam do tempo
Uns o odeiam, acham o cruel, um vilão.
Eu gosto de sentir o tempo passar por mim,
Encontro-me com ele todos os dias e não canso.

Sei que o tempo de muitas auroras, na minha jornada, irá chegar.
Às vezes sinto-o calado, distante, mas sempre presente.
Afinal, tudo tem seu tempo, ele também tem fases,
Vive calmo, às vezes agitado, às vezes sereno,
E com os que merecem, não sei o porquê, descontente.

Se não existisse o tempo,
Como lembraríamos dos momentos únicos?
Seja de encontro familiar harmonioso,
Ou um amor que te marcou o coração, a alma e o corpo todo.

Tempo preciso, amigo, inimigo.
Até nas fotografias se faz antigo, eterno.
Com o tempo sinto-me mais mulher,
Sinto-me forte... Sinto-o em MIM.
Sinto também carência, urgência e saudade.

Saudade de vários tempos que nunca, nunca,
Jamais voltarão, aí entra a saudade regada de solidão
Batendo a porta na cara de nossas preciosas lembranças, dizendo não.

Faz parte do tempo o nascer, o desabrochar,
O descobrir-se, o riso, o choro, a perda, os lugares.
Imagina tudo isso costurado pelo tempo...
Guardado numa caixinha mágica chamada coração?
Para os sensíveis: muita emoção.
Emoção? - Eu sou!


((( Camila Senna ))

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pelos umbrais...



 Vi no ar sua imagem seguindo-me...
Não sou vidente,
Não sou cigana,
Sou mulher sensitiva,
Sou flor temperada com ardor. 

Você adentrava por todos os umbrais que eu.
Corria numa mistura de menina
Com feitio de mulher.
Mulher do benquerer...
Menina que quer, quer só você. 

A calma já extasiava minha alma...
Entrei num mistério de ver
O que seu coração tem vergonha de sentir.
Sentir todo querer que habita em você. 

Via você andando por todos os lados...
Meio tonto, encabulado...
Pensando no meu jeito,
Pensando na minha boca,
A boca que com saliva nas suas,
Você deseja todos os dias. 

(( Camila Senna ))

terça-feira, 18 de outubro de 2011

De Lua...




A entrega sempre foi forte,
Sem senso crítico.
Imensa, lanço-me pros seus braços,
Te abraço, te conduzo, te acolho... 

Impressionado, você se encanta...
Canta pelos meus caminhos...
Sem juízo, refaz todas as trilhas,
Trilhas antigas que se renovam a cada passo. 

Novamente acaricia-me os traços,
Traços enigmáticos iluminados pela lua.
Tudo de muito louco se perpetua, explode!
Sua sem minha autorização me faço, não indago.

Vez em quando arredia me nego,
Me afasto e protesto.
Protesto a favor da vivacidade,
Do brilho nos olhos, da paixão.
Você entende e logo vem sem medo da contramão. 

Sei que sou de lua,
Vivo de fases,
Falando frases,
Vez em quando com quase
Na base do êxtase. 

Amo mesmo o amor que começa com risadas
E termina num beijo quente sem piada.
O amor que em minha alma situa é risonho
Cheio de sonhos, criativo e intenso. 


(( Camila Senna ))

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Camaleoa...

 
 
Enigmática às vezes
Divertida quando no fundo estou triste...
Séria e zen quando as coisas fluem bem.
Mais o meu natural mesmo é não ser normal. 

Meus pés criam asas do nada...
Tenho asas invisíveis que só eu sei.
Só eu sei o tamanho,
Só eu sei o preço que eu pago, só eu sei. 

Essa cocaína que naturalmente exalo
É de mim, mora nas entranhas
Das estranhezas de minha alma.
Alma sincera, quando maliciosa, camaleoa. 

Minha cor não tem cor definida
Todas as mulheres moram em mim.
Às vezes inflama e bum, explode!
Sou paixão, terreno perigoso,
Contramão para os indecisos e logo aviso!...
Não ouse entrar sem total asserção. 

Figo viçoso
Flor de espinho
Vinho sozinho
Carinho sem ninho
Destino sem direção.

Não tenho certeza de muitas certezas...
Quimera, sorriso, fada
Atmosfera sem muito sentido,
Primavera fora de época,
Triste sem preconceito de ser...
Idealista sem inquisição,
Nômade com endereço certo.

Espelho, espelho meu...
Quem de verdade, sou eu?
Uma fulana,
Uma sicrana
Ou uma beltrana. 

No fundo, no fundo,
Quero morrer sem saber
Vai perder a graça,
A graça dos meus traços...
Eles escorrem e saem sem medo por aí,
Sem lei, invisível, indomável.

Girando, cantando, sorrindo...
Chorando, chorando, chorando,
Esperando, desejando, possuindo...
Em chamas!
Liberta sem trama, sem máscara.
Só com um sorriso largo, seja feliz ou triste
Meu verdadeiro estado.


(( Camila Senna ))
 
 
 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Solidão precisa...




Sabe, solidão...
Tem dias que te sentir até que é bom.
Consigo sentir-me melhor,
Fumar meu cigarro,
Ouvir minha alma.

Disseram-me que sou bonita,
Quem disse, disse também...
Que minha alma é colorida,
Mas que bem no fundo mora tristeza...
Fiquei chateada por tamanha ousadia,
Pior, quem disse, sequer conhecia-me.

Mas preciso ao menos um pouco falar comigo,
Ouvir minha voz rouca, grossa...
A mesma que quantas vezes melancólica,
Cantou chorando por um alguém.
Que se me perguntarem, direi: "não sei".

Por vezes reclamava da pobre solidão,
Falava mal, achava feia...
Mais quando acompanhada por ela,
Consigo pensar com mais clareza, no sim, no não.
Fazer faxina no coração.

Solidão, vez em quando venha-me visitar,
Antes eu achava horrível te aceitar.
Hoje tenho tamanha necessidade de contigo estar...
Amo a vida, amo as pessoas...
Mas ficar só, só por um dia, é uma ideia boa.
Penso em tudo que foi trevas,
Penso em tudo que foi bom, único, sagrado...
Faço um auê!...

Para algumas pessoas separo perdão,
E na maioria das vezes, me peço perdão.
E sabe, diante de tanta solidão...
Mesmo bagunçando a alma e o coração...
Continuo sem muito entender.
Entendo que não preciso de muito saber...
Sei que minha essência ninguém rouba,
Podem até falar mal, mas ninguém sabe na íntegra.
Melhor do que eu e a solidão,
O resumo interno palpitante da minha atual condição.
E nunca ninguém saberá na íntegra...
O resumo póstumo de todo meu eu emoção.


(( Camila Senna ))





quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Pequenina e diferente...


A artista que mora em mim
Quer circo sem palhaços fingidos...
Quer cachorros vadios...
Latindo de alegria,
Não de dor ou por fome.

Essa artista crê piamente
Que pode ser várias...
Disseram-me que preciso escolher
O que de fato quero ser.

Respondi em pensamento:
"Quero ser muitas".
Muitas moram em mim.
Como mudar o que por destino
Nascera comigo?

Essa artista que mora em mim
Quer sol num dia, no outro, chuva de flores...
Regada de vento, harmonia.
Quer ser uma hoje,
Outra amanhã...

Preciso seguir assim...
Com minhas mutações necessárias,
Preciso de arte, uma só não basta.
Preciso ser arteira de formas diferentes.
Sou assim mesmo, pequenina e diferente.

(((Camila Senna))) 
 
 
ps:
Fizeram-me várias...
O mundo, para mim, não basta. Às vezes me enrolo toda, tola quero ser toda. 
C. Senna