Mario Rezende e seus amigos escritores, poetas poetisas e artistas construindo com argumentos...
quarta-feira, 20 de janeiro de 2021
sábado, 9 de janeiro de 2021
Resenha: Quimeras de Natal - Sonhos no Gelo
Primeiro livro lido em 2021, Quimeras de Natal: Sonhos no Gelo é uma antologia com histórias emocionantes que tem o poder de trazer de volta aquele clima gostoso de Natal, repleto de alegria, paz, esperança – Sentimentos tão necessários durante todo o ano.
Os contos são bem diversificados: Há romances, histórias sobre a família e até mesmo um conto repleto de ação e tecnologia avançada para defender o Natal. Ou seja: Histórias para todos os gostos, ambientadas na época mais especial do ano!
Adorei todos os contos que fazem parte do livro, com destaque especial para “Encantos na Neve” (Afinal é o meu conto! Se eu não falar dele, quem irá falar?), uma história que envolve magia, amor, família e uma lição sobre o que desejamos; Flores de Gelo do autor Humberto Lima – Sou super fã dos contos de horror do Humberto e fiquei deliciosamente surpresa com a versatilidade dele ao escrever um conto leve e romântico; destaco também Globo sem Neve, do autor Dielson Luz: Impossível não se encantar com Ghel, garotinho espertíssimo!
Também adorei a personagem feminina forte construída por Beatriz Tauro, no conto “O chamado na Neve”. Josué Dantas por sua vez foi o autor responsável por um conto romântico típico do ensino médio com personagens que levam o Natal super a sério. Tainah Magalhães, autora do livro “O véu da Arte” nos brindou com um conto baseado nas personagens de seu livro (e de quebra me deixou com muita vontade de ler toda a história de Yoko, então um passarinho está me dizendo que “O véu da arte” entrou para a minha lista de títulos a serem lidos este ano), e finalmente fiquei espantada com “Alegre a cantar” um conto que envolve elfos, invasões e escopetas.
Bateu uma curiosidade pela leitura né? Aproveitem que o livro está disponível no site do Grupo Editorial Quimera somente em formato digital! Leiam e depois me contem: Qual foi o conto favorito de vocês?
Querem adquirir? Só clicar aqui!
quarta-feira, 6 de janeiro de 2021
06 on 06 - Portas
A vida passa por seis portas:
A primeira por onde todas as espécies já passaram
Água.
Fonte de toda vida
Início e fim
A segunda trouxe cada ser humano ao mundo
Escondida, verdadeiro tabu
Vagina feminina ou masculina
Início da jornada.
A terceira porta nós não cruzamos
Ela está em nós
Nosso rosto – Olhos, nariz, ouvidos
Permite-nos conhecer o mundo
A quarta porta – Magia pura
Leva-nos a diversos mundos
Livros abertos
Páginas, paisagens
A quinta porta, ápice do viver
O amor – Uma flor na alma
Uma porta ponte entre corações
A última porta
Nossa única certeza, inevitabilidade
Amedrontadora nos aguarda
Ceifadora, Morte
Breves comentários:
Uma coisa que amo neste projeto 06 on 06 é que,
além de fotografar (o que é uma delícia de qualquer lado da câmera - como
modelo ou fotógrafa), posso experimentar sair da literalidade das palavras -
Portas - Eu poderia ter saído e fotografado portas, consigo pensar em algumas
lindas no centro da Cidade (Portas de casas antigas, de Igrejas, de Lojas
Maçônicas, portas de escola), mas com o advento da pandemia me fazendo evitar
sair de casa, pensei em outras possibilidades para a palavra e ainda arrisquei
uns rabiscos coloridos (Podem ver que desenho mal, mas me divirto tentando).
06 on 06 é um projeto proposto pela escritora e editora Lunna Guedes cuja proposta é postar todo dia 06, seis imagens sobre um determinado tema.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
#Dia01de365 - Ou Feliz Ano Novo.
Enfim
o primeiro dia um novo ano. A primeira página de um livro de 365 novos dias. O
fim e o começo separados por uma cortina transparente que nos deixa, ao menos
por algumas horas, a sensação de que tudo o que não nos agradou no ano findo
ficará no passado. Ilusão. Coisas não resolvidas nos acompanham através dos
anos – Ou resolve ou aprende a conviver. E como a maioria dos fatos que não nos
agradam não depende unicamente de nós, acabamos aprendendo a conviver ou nos
debatendo na busca por solução. Não é pessimismo, é apenas observação. Ainda
assim, vale a pena permitir que as primeiras horas de um novo ano sejam
inundadas por esperanças, por palavras doces, por amor e pelas melhores
lembranças – Que também irão nos acompanhar no decorrer do ano que chega, como
um lampejo de alegria para os dias mais difíceis.
Nossa vida é um livro escrito a quatro
mãos: Duas nossas, duas do Destino e mesmo sem saber o que o Destino escreverá
o desenrolar dos capítulos cabe tão somente a nós mesmos. Você já começou a
escrever seu novo ano? Ainda é cedo, mas é no raiar do primeiro dia do ano que
começa a germinar em nós as flores que irão trazer cor e alegria para nossas
novas páginas – Então, aos que me lêem, desejo um ano novo com a inocência de
uma flor que se abre ao Sol, entregando sua beleza aos jardins da vida sem
esperar pelos elogios que virão. Desejo a alegria dos pássaros que catam e a
dedicação das abelhas que trabalham para fazer o mel e construir suas casas. Que
neste ano que se inicia possamos escrever as mais belas histórias, valorizar
nossos afetos e defender as bênçãos que a Mãe Natureza nos dá e tantas vezes em
nossa pressa nós sequer olhamos. Que possamos estar presentes, sorrir, tocar as
folhas das árvores e sentir sua textura única, colocar o pé na areia, tomar
banho de chuva e, acima de tudo, que em breve possamos novamente abraçar com
segurança as pessoas que mais amamos.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2020
domingo, 13 de dezembro de 2020
sexta-feira, 11 de dezembro de 2020
quarta-feira, 2 de dezembro de 2020
sábado, 21 de novembro de 2020
quarta-feira, 18 de novembro de 2020
PRIMAVERA DOS AMORES
PRIMAVERA DOS AMORES
Quando o tempo começa a pintar
com aquarela multicores
a tela triste do inverno
sombrio, frio e melancólico.
Anuncia, uma lufada fresca
assanhando a cortina da janela
para deixar entrar a quentura do sol
e todas as cores que vem com ela.
Preste, então, atenção na conversa
dos passarinhos na alvorada,
da brisa com as folhas e flores,
dos insetinhos espalhando seus amores.
Esplendor reflorescendo a natureza,
assanhando a passarada.
Explosão de pigmentos fazem
festa para os olhos.
Na fresca perfumada da tardinha,
boca da noite, faz o vento cantar uma canção
para embalar a mim e minha amada.
Chiando, no silêncio, a terra sob nosso caminhar,
ao encontro da lua dos namorados,
cheia, altaneira, encantadora,
Iluminando sem pudores
a primavera dos amores.
Mario Rezende
domingo, 1 de novembro de 2020
terça-feira, 27 de outubro de 2020
Breve resumo da biografia e do pensamento político de Jean Jacques Rousseau - Por Darlene R. Faria
"Seguir
o impulso de alguém é escravidão, mas obedecer a uma lei auto-imposta é
liberdade".
Nascido em Genebra, na Suíça em 26 de Junho
de 1712, ficou órfão devido à complicações sofridas pela mãe durante o parto.
Pouco conviveu com o pai, que fugiu da cidade para não ser preso devido a uma
briga.
Criado pelo tio foi mandado, juntamente com
o primo, para o campo onde recebeu educação, que foi ministrada por um pastor protestante.
Seu primeiro emprego, aos 12 anos, foi em
um cartório, onde devia aprender sobre leis preparando-se para a profissão de
advogado. Não gostando do emprego, acaba sendo demitido.
Foge aos 16 anos, indo viver com Madame de
Waren, ex-protestante que recebe do rei Victor Amadeus II, da Sardenha e
Piemonte, uma pensão por tornar-se católica e dedicar-se a beneficência.
Permanece por pouco tempo, sendo mandado a Turim para a Catequese e conversão
ao catolicismo Abandonando o emprego que havia conseguido na cidade, viaja com
um antigo amigo. Em 1729 está novamente em casa de Louise, onde ajuda em sua
farmácia natural. Passa a estudar em um seminário, indo para a casa somente aos
fins de semana.
Por pedido de Louise acompanha um maestro
idoso que deveria ir até Paris, abandonando-o no caminho quando este sofria um
ataque de epilepsia. Ao voltar para casa, não encontra Louise, que havia
viajado a Paris em busca de nova pensão, pois o Rei Victor Amadeus havia
abdicado do trono. Passa a viver como professor de música em Paris, até 1732,
quando volta a viver com Louise, desta vez na cidade de Chambéri, tornando-se
seu amante. Trabalha nesse período em um escritório fiscal. Desse período datam
seus primeiros escritos. Adoece e acreditando sofrer de um problema cardíaco,
viaja para Montpelier, em busca de tratamento. Não chega até lá, sendo “curado”
por um romance. Volta para casa e tem que dividir os amores de Louise com outro
homem. Em 1740 viaja para tutorar duas crianças. Abandona Louise
definitivamente. Em 1741 vai para Paris, onde consegue alunos de música graças
às cartas de recomendação obtidas com o abade de Mably.
Torna-se amigo de Diderot, que à época era
apenas um jovem filósofo, e também aproxima-se da nobreza. Por indicação,
torna-se secretário da embaixada francesa em Veneza, cargo que ocupou entre
1744 e 1745.
Seu pai morre em 1746, deixando-lhe uma
pequena herança. Amplia seu círculo de amigos intelectuais, e a convite do
amigo Diderot e de Jean d’Alambert escreve os verbetes de música para o Dicionário
Enciclopédico que ambos preparavam.
Em 1745 passou a morar com Thérèse Le
Vasseur, com quem teve cinco filhos, todos enviados para um orfanato. Torna-se
secretário da família Dupin.
Participa de um concurso na Academia de
Djon. Sua obra “Discurso sobre as ciências e as Artes” (1750) o torna famoso.
Sua situação de saúde torna-se complicada e ele pensa em viver recolhido à
partir de então. Isso já não é possível, uma vez que o sucesso trouxe-lhe a
atenção de várias pessoas.
Em 1754 passa por Genebra e pensa em voltar
a morar ali, porém antes que o faça, uma obra sua é publicada e mal recebida
por seus compatriotas.
Entre 1754 e 1761 muda-se freqüentemente, e
dedica-se a muitos trabalhos, desde operetas a tratados como “O Contrato
Social”. Após a publicação do Contrato Social, passa a ser perseguido pelo
Parlamento Inglês, por motivos políticos, refugiando-se então na Suíça. Em
1768, devido a vários incidentes, rompe a amizade com Diderot e os
enciclopedistas.
Volta à França em 1767, inicialmente com o
nome Renou, e tempos assumindo seu verdadeiro nome em 1770.
Faleceu em Ermenonville,França, em 2 de julho de 1778.
Alguns pontos de sua teoria política:
-A desigualdade é um fato irreversível.
-Questionamento: O que leva um homem a
obedecer outro homem? Com que Direito um homem exerce autoridade sobre o outro?
-Vê a liberdade como resultada da lei,
quando livremente aceita.
-Liberdade é ao mesmo tempo direito e
dever: “Todos nascem homens e livres”, renunciar a liberdade seria para o
filosofo o mesmo que renunciar a condição humana.
-Em seu Contrato Social, o estado é criado
para preservar os direitos e deveres do homem, não significando necessariamente
a renúncia desses direitos e deveres.
-Religião: Rousseau não é hostil à
religião,embora tenha algumas restrições.;
Para ele, há dois tipos de religião: a do
homem (que pode ser hierarquizada ou individual) e a do cidadão.
-Religião do homem hierarquizada:
Multinacional, compete com o estado pela lealdade do cidadão. O cristianismo
evangélico, centrado na adoração a Deus seria exemplo de religião do homem não
hierarquizada. Apesar de verdadeira, essa religião é ruim para o estado, pois o
cristão mostra-se mais preocupado com a vida futura (Eterna, celeste) do que
com a vida na terra o que o torna omisso como cidadão e em geral forma mals
soldados.
-Religião do cidadão ou religião civil:
ensina o amor à pátria,obediência ao estado. Forma bons soldados. É manipulada
por interesses, fazendo o homem crédulo, supersticioso e extremamente
nacionalista e sanguinário.
Solução? Permitir todas as religiões, desde
que estas ensinem apenas “A existência de uma divindade onipotente,
inteligente, benevolente que prevê e provê; uma vida após a morte; a felicidade
do justo; a punição dos pecadores; a sacralidade do contrato social e da
lei". Devendo o estado banir e penalizar qualquer um que fuja a estes
parâmetros.
Principais Obras:
-“Discurso sobre as Ciências e as Artes”
(1750)
-“Discurso sobre a origem da desigualdade”
(1755)
- “Discurso sobre a economia política”
(1755)
- “O Contrato Social” (1762)
-“Emilio, ou Da Educação” (1762)
-“Devaneios de um Caminhante Solitário”
(1776-1778)










