sábado, 9 de janeiro de 2021

Resenha: Quimeras de Natal - Sonhos no Gelo

 

            Primeiro livro lido em 2021, Quimeras de Natal: Sonhos no Gelo é uma antologia com histórias emocionantes que tem o poder de trazer de volta aquele clima gostoso de Natal, repleto de alegria, paz, esperança – Sentimentos tão necessários durante todo o ano.

            Os contos são bem diversificados: Há romances, histórias sobre a família e até mesmo um conto repleto de ação e tecnologia avançada para defender o Natal. Ou seja: Histórias para todos os gostos, ambientadas na época mais especial do ano!

            Adorei todos os contos que fazem parte do livro, com destaque especial para “Encantos na Neve” (Afinal é o meu conto! Se eu não falar dele, quem irá falar?), uma história que envolve magia, amor, família e uma lição sobre o que desejamos; Flores de Gelo do autor Humberto Lima – Sou super fã dos contos de horror do Humberto e fiquei deliciosamente surpresa com a versatilidade dele ao escrever um conto leve e romântico; destaco também Globo sem Neve, do autor Dielson Luz: Impossível não se encantar com Ghel, garotinho espertíssimo!

            Também adorei a personagem feminina forte construída por Beatriz Tauro, no conto “O chamado na Neve”. Josué Dantas por sua vez foi o autor responsável por um conto romântico típico do ensino médio com personagens que levam o Natal super a sério. Tainah Magalhães, autora do livro “O véu da Arte” nos brindou com um conto baseado nas personagens de seu livro (e de quebra me deixou com muita vontade de ler toda a história de Yoko, então um passarinho está me dizendo que “O véu da arte” entrou para a minha lista de títulos a serem lidos este ano), e finalmente fiquei espantada com “Alegre a cantar” um conto que envolve elfos, invasões e escopetas.

            Bateu uma curiosidade pela leitura né? Aproveitem que o livro está disponível no site do Grupo Editorial Quimera somente em formato digital!  Leiam e depois me contem: Qual foi o conto favorito de vocês?

 

 

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

06 on 06 - Portas

 

A vida passa por seis portas:

 

A primeira por onde todas as espécies já passaram

Água.

Fonte de toda vida

Início e fim

 


A segunda trouxe cada ser humano ao mundo

Escondida, verdadeiro tabu

Vagina feminina ou masculina

Início da jornada.

 


A terceira porta nós não cruzamos

Ela está em nós

Nosso rosto – Olhos, nariz, ouvidos

Permite-nos conhecer o mundo

 


A quarta porta – Magia pura

Leva-nos a diversos mundos

Livros abertos

Páginas, paisagens

 


 

A quinta porta, ápice do viver

O amor – Uma flor na alma

Uma porta ponte entre corações

 


A última porta

Nossa única certeza, inevitabilidade

Amedrontadora nos aguarda

Ceifadora, Morte

 



Breves comentários:

 

Uma coisa que amo neste projeto 06 on 06 é que, além de fotografar (o que é uma delícia de qualquer lado da câmera - como modelo ou fotógrafa), posso experimentar sair da literalidade das palavras - Portas - Eu poderia ter saído e fotografado portas, consigo pensar em algumas lindas no centro da Cidade (Portas de casas antigas, de Igrejas, de Lojas Maçônicas, portas de escola), mas com o advento da pandemia me fazendo evitar sair de casa, pensei em outras possibilidades para a palavra e ainda arrisquei uns rabiscos coloridos (Podem ver que desenho mal, mas me divirto tentando).

 

06 on 06 é um projeto proposto pela escritora e editora Lunna Guedes cuja proposta é postar todo dia 06, seis imagens sobre um determinado tema.


sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

#Dia01de365 - Ou Feliz Ano Novo.

 

        Enfim o primeiro dia um novo ano. A primeira página de um livro de 365 novos dias. O fim e o começo separados por uma cortina transparente que nos deixa, ao menos por algumas horas, a sensação de que tudo o que não nos agradou no ano findo ficará no passado. Ilusão. Coisas não resolvidas nos acompanham através dos anos – Ou resolve ou aprende a conviver. E como a maioria dos fatos que não nos agradam não depende unicamente de nós, acabamos aprendendo a conviver ou nos debatendo na busca por solução. Não é pessimismo, é apenas observação. Ainda assim, vale a pena permitir que as primeiras horas de um novo ano sejam inundadas por esperanças, por palavras doces, por amor e pelas melhores lembranças – Que também irão nos acompanhar no decorrer do ano que chega, como um lampejo de alegria para os dias mais difíceis.

         Nossa vida é um livro escrito a quatro mãos: Duas nossas, duas do Destino e mesmo sem saber o que o Destino escreverá o desenrolar dos capítulos cabe tão somente a nós mesmos. Você já começou a escrever seu novo ano? Ainda é cedo, mas é no raiar do primeiro dia do ano que começa a germinar em nós as flores que irão trazer cor e alegria para nossas novas páginas – Então, aos que me lêem, desejo um ano novo com a inocência de uma flor que se abre ao Sol, entregando sua beleza aos jardins da vida sem esperar pelos elogios que virão. Desejo a alegria dos pássaros que catam e a dedicação das abelhas que trabalham para fazer o mel e construir suas casas. Que neste ano que se inicia possamos escrever as mais belas histórias, valorizar nossos afetos e defender as bênçãos que a Mãe Natureza nos dá e tantas vezes em nossa pressa nós sequer olhamos. Que possamos estar presentes, sorrir, tocar as folhas das árvores e sentir sua textura única, colocar o pé na areia, tomar banho de chuva e, acima de tudo, que em breve possamos novamente abraçar com segurança as pessoas que mais amamos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

PRIMAVERA DOS AMORES

 PRIMAVERA DOS AMORES

Quando o tempo começa a pintar

com aquarela multicores

a tela triste do inverno

sombrio, frio e melancólico.

Anuncia, uma lufada fresca

assanhando a cortina da janela

para deixar entrar a quentura do sol

e todas as cores que vem com ela.

Preste, então, atenção na conversa

dos passarinhos na alvorada,

da brisa com as folhas e flores,

dos insetinhos espalhando seus amores.

Esplendor reflorescendo a natureza,

assanhando a passarada.

Explosão de pigmentos fazem

festa para os olhos.

Na fresca perfumada da tardinha,

boca da noite, faz o vento cantar uma canção

para embalar a mim  e minha amada.

Chiando, no silêncio, a terra sob nosso caminhar,

ao encontro da lua dos namorados,

cheia, altaneira, encantadora,

Iluminando sem pudores

a primavera dos amores.

 Mario Rezende

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Breve resumo da biografia e do pensamento político de Jean Jacques Rousseau - Por Darlene R. Faria

 

"Seguir o impulso de alguém é escravidão, mas obedecer a uma lei auto-imposta é liberdade".

 

Nascido em Genebra, na Suíça em 26 de Junho de 1712, ficou órfão devido à complicações sofridas pela mãe durante o parto. Pouco conviveu com o pai, que fugiu da cidade para não ser preso devido a uma briga.

Criado pelo tio foi mandado, juntamente com o primo, para o campo onde recebeu educação, que foi ministrada por um pastor protestante.

Seu primeiro emprego, aos 12 anos, foi em um cartório, onde devia aprender sobre leis preparando-se para a profissão de advogado. Não gostando do emprego, acaba sendo demitido.

Foge aos 16 anos, indo viver com Madame de Waren, ex-protestante que recebe do rei Victor Amadeus II, da Sardenha e Piemonte, uma pensão por tornar-se católica e dedicar-se a beneficência. Permanece por pouco tempo, sendo mandado a Turim para a Catequese e conversão ao catolicismo Abandonando o emprego que havia conseguido na cidade, viaja com um antigo amigo. Em 1729 está novamente em casa de Louise, onde ajuda em sua farmácia natural. Passa a estudar em um seminário, indo para a casa somente aos fins de semana.

Por pedido de Louise acompanha um maestro idoso que deveria ir até Paris, abandonando-o no caminho quando este sofria um ataque de epilepsia. Ao voltar para casa, não encontra Louise, que havia viajado a Paris em busca de nova pensão, pois o Rei Victor Amadeus havia abdicado do trono. Passa a viver como professor de música em Paris, até 1732, quando volta a viver com Louise, desta vez na cidade de Chambéri, tornando-se seu amante. Trabalha nesse período em um escritório fiscal. Desse período datam seus primeiros escritos. Adoece e acreditando sofrer de um problema cardíaco, viaja para Montpelier, em busca de tratamento. Não chega até lá, sendo “curado” por um romance. Volta para casa e tem que dividir os amores de Louise com outro homem. Em 1740 viaja para tutorar duas crianças. Abandona Louise definitivamente. Em 1741 vai para Paris, onde consegue alunos de música graças às cartas de recomendação obtidas com o abade de Mably.

Torna-se amigo de Diderot, que à época era apenas um jovem filósofo, e também aproxima-se da nobreza. Por indicação, torna-se secretário da embaixada francesa em Veneza, cargo que ocupou entre 1744 e 1745.

Seu pai morre em 1746, deixando-lhe uma pequena herança. Amplia seu círculo de amigos intelectuais, e a convite do amigo Diderot e de Jean d’Alambert escreve os verbetes de música para o Dicionário Enciclopédico que ambos preparavam.

Em 1745 passou a morar com Thérèse Le Vasseur, com quem teve cinco filhos, todos enviados para um orfanato. Torna-se secretário da família Dupin.

Participa de um concurso na Academia de Djon. Sua obra “Discurso sobre as ciências e as Artes” (1750) o torna famoso. Sua situação de saúde torna-se complicada e ele pensa em viver recolhido à partir de então. Isso já não é possível, uma vez que o sucesso trouxe-lhe a atenção de várias pessoas.

Em 1754 passa por Genebra e pensa em voltar a morar ali, porém antes que o faça, uma obra sua é publicada e mal recebida por seus compatriotas.

Entre 1754 e 1761 muda-se freqüentemente, e dedica-se a muitos trabalhos, desde operetas a tratados como “O Contrato Social”. Após a publicação do Contrato Social, passa a ser perseguido pelo Parlamento Inglês, por motivos políticos, refugiando-se então na Suíça. Em 1768, devido a vários incidentes, rompe a amizade com Diderot e os enciclopedistas.

Volta à França em 1767, inicialmente com o nome Renou, e tempos assumindo seu verdadeiro nome em 1770.

Faleceu em Ermenonville,França, em 2 de julho de 1778.

Alguns pontos de sua teoria política:

-A desigualdade é um fato irreversível.

-Questionamento: O que leva um homem a obedecer outro homem? Com que Direito um homem exerce autoridade sobre o outro?

-Vê a liberdade como resultada da lei, quando livremente aceita.

-Liberdade é ao mesmo tempo direito e dever: “Todos nascem homens e livres”, renunciar a liberdade seria para o filosofo o mesmo que renunciar a condição humana.

-Em seu Contrato Social, o estado é criado para preservar os direitos e deveres do homem, não significando necessariamente a renúncia desses direitos e deveres.

-Religião: Rousseau não é hostil à religião,embora tenha algumas restrições.;

Para ele, há dois tipos de religião: a do homem (que pode ser hierarquizada ou individual) e a do cidadão.

-Religião do homem hierarquizada: Multinacional, compete com o estado pela lealdade do cidadão. O cristianismo evangélico, centrado na adoração a Deus seria exemplo de religião do homem não hierarquizada. Apesar de verdadeira, essa religião é ruim para o estado, pois o cristão mostra-se mais preocupado com a vida futura (Eterna, celeste) do que com a vida na terra o que o torna omisso como cidadão e em geral forma mals soldados.

-Religião do cidadão ou religião civil: ensina o amor à pátria,obediência ao estado. Forma bons soldados. É manipulada por interesses, fazendo o homem crédulo, supersticioso e extremamente nacionalista e sanguinário.

Solução? Permitir todas as religiões, desde que estas ensinem apenas “A existência de uma divindade onipotente, inteligente, benevolente que prevê e provê; uma vida após a morte; a felicidade do justo; a punição dos pecadores; a sacralidade do contrato social e da lei". Devendo o estado banir e penalizar qualquer um que fuja a estes parâmetros.

 

Principais Obras:

-“Discurso sobre as Ciências e as Artes” (1750)

-“Discurso sobre a origem da desigualdade” (1755)

- “Discurso sobre a economia política” (1755)

- “O Contrato Social” (1762)

-“Emilio, ou Da Educação” (1762)

-“Devaneios de um Caminhante Solitário” (1776-1778)