quarta-feira, 26 de junho de 2019

Livro Literarte Celebra o Nordeste , um pássaro literário solto pelo Brasil!


Ao todo mais de 1200 pessoas, entre escritores, convidados e autoridades, prestigiaram os lançamentos do Livro " Literarte Celebra o Nordeste Brasileiro"
A Escritora Izabelle Valladares, presidente da Literarte, lançou oficialmente a ideia no mês de Fevereiro de 2019 e, em uma semana, surpreendeu-se com mais de 1000 textos inscritos para a coletânea que, inicialmente seria de 200 autores e, com convidados, chegou a seleção de 220 autores
. O Prefácio da Obra foi escrito pela ex-Ministra de Direitos Humanos, Luislinda Valois, que além de enfatizar o quadro de desigualdade social, destacou as belezas naturais e os grandes vultos que fizeram a história nordestina.
No dia 31 de maio, aconteceu o primeiro lançamento da obra , no Museu de Artes da Bahia - MAB, com mais de 200 convidados presentes, além de apresentações poéticas e musicais, em um espetáculo em que a Poesia Livre falou mais alto. A Academia de Música Letras e Artes de Salvador - ALMAS, foi a apoiadora da organização, e contou com a presença de seu presidente Carlos Yeshua e da Vice- Presidente Audelina Macieira que organizaram o Sarau das Rosas, tendo o apoio logístico do Tesoureiro Carlos Couros.
No dia 5 de Junho foi a vez de Feira de Santana - BA- e o palco escolhido foi o Museu de Artes Populares – MAP, onde, além de uma roda de conversa sobre a Resistência da Literatura de Raiz, a própria raiz nordestina falou mais alto com um grande show com repentistas, cordelistas, poetas, músicos e um destaque especial para Chico Vaqueiro que deu um show com o berrante, emocionando a todos os Presentes. Mais de 100 pessoas entre convidados e escritores fizeram-se presentes nessa noite.
A imagem pode conter: 4 pessoas, incluindo Izabelle Valladares Mattos, pessoas sorrindo, pessoas em pé
A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e texto
A caravana seguiu pelo Nordeste e, no dia 10 de junho, foi recebida com toda pompa acadêmica na Academia Maceioense de Letras, celebrando não apenas o Nordeste, mas, o aniversário de 86 anos de seu presidente Jucá Santos. Mais de 20 acadêmicos participaram da coletânea. E, no dia do Evento, o auditório lotado recebeu mais de 100 pessoas.
Em todo o percurso foram doados livros em escolas e em bibliotecas.
A Literarte apadrinha 250 bibliotecas com suas obras coletivas e o livro tem um alcance Nacional por conta disso, além de ter participado em uma Exposição Poética no Salão do Livro de Genebra em maio deste ano.
Após o Sucesso na Bahia e em Alagoas, chegou a vez do Rio Grande do Norte recebê-lo e sob a batuta da poeta Eva Potiguar e uma equipe de voluntários que colaboraram efusivamente de uma grande maratona cultural. O evento ocorreu no dia 12 de Junho, dia dos namorados, sendo que o movimento cultural preencheu mais de 14 horas, com apresentações poéticas, contação de histórias, teatro, música além da entrega de homenagens. Mais de 500 pessoas transitaram pelo evento que teve início às 8h e terminou às 22h. Aconteceu uma Feira Literária no Espaço do Instituto Federal de Educação do RN - IFRN e no dia seguinte a Literarte comandou a Cerimônia de Posse da Académie Luminescence.
A imagem pode conter: 7 pessoas, incluindo Eva Guarani-Kaiowá Potiguar, pessoas sorrindo, pessoas em pé e comida
A Bauducco Ofereceu um Coffe Breack juntamente com o sindicato dos trabalhadores de supermercados 
A capa do Livro foi escolhida em uma enquete e quem assina a mesma é o rtista Júlio Lopes, natural do RN, "A capa simboliza um pouco de cada Estado com sua profusão de cores e alegria, características do Nordeste" - citou o artista no evento no IFRN.
Desde 2010, quando foi fundada, a Literarte preocupa-se em dar oportunidade, não apenas a artistas consagrados mas, a novos nomes que surgem no mercado literário. 
Para lançar o livro, a Literarte não contou com nenhuma lei de incentivo. Os associados da Literarte que participam de seus projetos são os responsáveis por todo o sucesso das missões literárias da mesma, seja no Brasil, seja no exterior.
O nome da entidade já passou por mais de 53 países, difundindo a lusofonia e, cada vez mais bem recebido, se eleva na categoria de um dos maiores dentre os de entidades brasileiras, que leva a cultura por onde passa. Somente nessa caravana ao Nordeste foram doados mais de 2000 Livros.
Após o Rio Grande do Norte, o livro foi celebrado em Fortaleza, com um grande show dos contadores de história além de apresentações musicais e poéticas.
Na ocasião, cinco contadores de histórias receberam o Troféu Melhores Contadores de História do Ano. Foram eles:
_ Mardenia Maria;
_ Ana Carolina Bittencourt;
_ Mara Monteiro;
_ Raimundo Moreira e Luizete Carvalho.
A imagem pode conter: Mara Monteiro, sorrindo, close-up
A casa que nos recebeu foi a Casa Juvenal Galeno, que é um espaço cultural muito bem conservado, que está comemorando 100 anos. O Presidente recebeu-nos com muita simpatia e carinho. O evento foi orquestrado por Elinalva Alves e Rita Guedes, além do apoio de outros nomes fortes da cultura local.
A imagem pode conter: 3 pessoas, incluindo Anna Liz Ribeiro e Elinalva Alves de Oliveira, pessoas sorrindo, pessoas em pé
A imagem pode conter: 4 pessoas, incluindo Natália Lopes, Mardenia Maria e Izabelle Valladares Mattos, pessoas sorrindo, pessoas em pé
Também estiveram presentes cerca de 80 pessoas.
Após Fortaleza/Ceará, chegou a vez da última parada desse “pássaro-livro” chamado Literarte Celebra o Nordeste Brasileiro. O Estado escolhido para finalizar essa incursão literária foi o Maranhão.
O espaço para o evento foi o da Associação Maceioense de Escritores Independentes - AMEI, e seu presidente Viegas recebeu-nos de portas abertas. Estimávamos cerca de 60 pessoas entre artistas e convidados, mas, superando as expectativas, recebemos mais de 150 pessoas. O auditório, com 120 cadeiras, ficou pequeno e tivemos que improvisar espaço com pufes e banquetas.
Todos os escritores presentes se apresentaram. Aconteceu a palestra sobre o livro “Úrsula - Uma homenagem à primeira Romancista brasileira - Maria Firmina dos Reis” e aconteceu a entrega do Prêmio Destaque Literário a Márcia dos Reis Luz e também a entrega de paramentos da Académie Luminescence ao Maranhense Antônio Norberto.
A comitiva da Literarte foi composta pelo casal Izabelle Valladares Mattos e Alexandre Mattos. Mas contou também com muitos “anjos literários” em cada estado por onde eles passaram, transformando esse livro em um grande sucesso e unindo forças para novos desafios.
A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé
Que venham novas celebrações desse nível! A cultura agradece! Viva a Literarte!
Literarte - Quem aparece, passa por aqui!
Literarte Celebra o Nordeste na Mídia: 

domingo, 9 de junho de 2019

No amor

No amor
Vida e morte
Alegria e dor
A alma encontra
Lágrima e riso se misturam
Na dança da paixão -
Onde bailam os amantes,
Mais alegres que antes,
Menos tristes que amanhã.
No amanhecer nublado
Onde toda a ilusão se despedaça
E a felicidade, sentimento alado
Voando se vai como nuvem de fumaça
E já não há nestes tristes braços
Ninguém para amar
(Poesia: Darlene R. Faria)

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Indagações

Pergunte-me quem sou
E te responderei:
Sou aquela que te ama
Idolatrando teu corpo e alma
Que quer se consumir no fogo do teu amor
Sou a paixão cega e mortal
Ardente e fria
Que é minha vida e minha morte
Sou a imensidão de um sentimento
Que não se pode sufocar
Temporal e calmaria
Tempestade de paixão
Sou da rosa pétala e espinho
Sou aquela que o amor tornou doce
E de tão doce,amarga…
Ser que vaga perdido
Num mundo que sem você
Não tem brilho, nem por que

(Darlene R. Faria)

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Destino

Destino?
Amar a ti mais do que a mim?
Quero-te e num suspiro aflito,
Chamo-te.
Chama que me consome
Primavera que me desabrocha
Olhar que me leva.
Em direção a vida? Ou às profundezas do vale
Onde cruel e morte impera
E a todos nós espera?
Com sua negra capa e sua foice
Dama impiedosa, amiga dos amantes
Que se querem e neste mudo não se podem ter
E resta-lhes apenas, pacientes
Sua visita aguardar
Sua visão buscar
Num obscuro lampejo de esperança
De no infinito finalmente
Amar, de maneira inocente
Como criança
à luz do luar, teus braços buscar
Em outro mundo, muito além daqui
Amar

(Poesia: Darlene R. Faria)

domingo, 19 de maio de 2019

Apenas palavras desconexas

O frio do ar gela meu coração
E nessa tarde de outono
Teu olhar, selvagem e doce
Faz-me flutuar pela imensidão
E me vem à mente palavras desconexas
Frutos da doce ilusão
Dessa amarga paixão
Claridade e escuridão
Dor, amor
Calor, solidão
Sentimentos brotam
Incontroláveis
Nessa tempestade de amar
A quem está-se condenado
A jamais poder tocar.

sábado, 18 de maio de 2019

BORBOLETEAR



BORBOLETEAR


Breve vai chegar o hora,
vou deixar essa vida de larva,
lagarta que se arrasta  pelo chão,
estágio de provação que eu preciso viver
para construir o meu futuro,
e, na clausura, produzir o meu retorno triunfante.
Dar à luz minhas asas
de colorido exuberante
e beleza sem par,
para viver, ainda que efêmera,
minha sonhada  liberdade,
a vida colorida nos jardins
que a natureza, em recompensa,  me oferece.
Vou beijar as flores,
Exibir e entregar minha beleza,
distribuir o amor,
borboletear por aí,
na tentativa de continuar.

terça-feira, 7 de maio de 2019

#MemóriasdaPoetisa #2010 [Sobre transformar trabalho em poesia]



O ano é 2010. Lembro-me do salão esfumaçado pelos cigarros, do cheiro abafado de tabaco, cerveja, comida e papel. O salão era pequeno e tínhamos o constante receio de que mais hora, menos hora, fosse fechado – afinal, ainda se discutia a legalidade ou não do jogo em nosso país e, até aquele momento (e até hoje) o jogo vinha sendo considerado ilegal. Enquanto as rodadas iam se repetindo, eu vendia meus lanches mesa por mesa, pegava cafés e observava as pessoas – aliás, muito embora a escrita tenha sido minha diversão desde tenra idade, foi verdadeiramente nos salões dos bingos que comecei a observar as pessoas, entendendo-as como personagens. Lembro que,  por vezes eu pegava uma cartela usada e me colocava a escrever poesias na parte de trás – hábito cuja freqüência crescia nos meses chuvosos e nos meses frios, principalmente no horário da noite. E especialmente, lembro de ter, certa vez, decidido escrever algo poético sobre... Bingos! Pois é, decidi que o trabalho deveria ser também um motivo de poesia – como tudo na vida. E eis que surge este poema simples e engraçado que, por alguns meses chegou a ficar afixado junto aos locutores:

Bingo
Bolinhas que pulam
Bolinhas numeradas
Bolinhas que falam
As linhas premiadas
Doces rodadas
Lindas partidas
Especiais bem lentas
Outras bem corridas
A boa! Bingo! Linha!
Passa a régua
“Só emoção”
Bingos eternamente
Em meu coração

(29-03-2010)

Os empregos sempre nos ensinam alguma coisa – comecei a trabalhar como garçonete em bingos no ano de 2005, permanecendo até 2010. Neste período vivi “causos” engraçados e também me estressei muito. Tomei gosto pelo trabalho pesado, aprendi a gostar de trabalhar com o público: era necessário atender bem, com rapidez e disposição – mesmo quando a madrugava já avançava junto com o sono. Ter trabalhado em bingos certamente me fez atenta e paciente e eu não tenho vergonha nenhuma de ter transformado os salões em poesia, mesmo que isso me tenha custado várias piadas.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Amizade

O que dizer da amizade?
Dizer que ela é o amor,
Em todo o seu teor?
O Amor de verdade?
 
O amor que não aprisiona
Grandeza que nos impressiona
Fonte de Luz
Sentimentos juntos, fortes, nus
 
Pureza que encanta
Sentir pelo qual a vida canta
Persegue
Faz com que nossa alma sossegue
 
Amizade verdadeira
Cristalina
Lágrima derradeira
De alegria, que meu sorriso ilumina.

sábado, 27 de abril de 2019

ENCANTO


ENCANTO

No entrocamento da forquilha,
no ápice de uma bela árvore
cujo nome, eu acho, é lanterneira,
que mora em frente à pousada
Meu Refúgio, em Friburgo,
um passarinho fez um ninho
que oscilava com o vento.
Da pequena ave eu não sei o nome
mas conheci muito bem o seu lindo trinado,
pois insistia em gorjear graciosamente para mim.
E, assim, diariamente me encantava,
de manhãzinha quando ouvia que me chamava
abria a janela para retribuir o bom dia,
cujo sol ainda frio trazia.
E ela, lá do alto
entoava o seu canto
que, como encanto,
enchia o meu peito de alegria.

Mario Rezende

sábado, 20 de abril de 2019

CONFUSO



CONFUSO
Se eu fosse te comparar com um astro,
eu diria que é uma gata... uma graça...
 garça... elegância e beleza enfeitando o sol
que brilha na água azul, reflexo de luz.
E, se eu te pensasse um animal livre na natureza?
Uma estrela?... Coruja... Os grandes olhos brilhando
como o reflexo da lua nas águas do rio... amarelos
como a mata quando era virgem...
Verdes como o rastro da estrela cadente...
que incita a imaginação colorida como o arco-iris.
Ascendente como o calor que brota no desejo
e sai das entranhas, do âmago da Terra e se transforma
no Sol que me inflama e pinta de fogo
a Lua cheia nas noites quentes de verão e aquece a libido,
a vontade de ter  que surge, urge e ruge na cama de relva...
de areia... nas nuvens, a fêmea... flor...mulher...
e eu me sinto assim como pólen.. spitz... um grão de areia...
Você me deixa confuso, sem fuso, sei lá, sem lá, nem cá, nem aí...

Mario Rezende