segunda-feira, 15 de abril de 2019

Desejo, carne e paixão


Quero novamente sobre mim,
Tuas mãos profanas,
Maculando meu corpo,
Fazendo-me tua,
Engolindo-me
Teu corpo quente,
Tua respiração ofegante,
Teu semblante...
Selvagem
Provocante
Teu ápice
Prazer,
Inundação.
Quero você!
Meu Senhor
Meu Dono
Meu Amor
Quero me incendiar em teu calor
Quero ver teu corpo digladiar minha carne
Num grito que cortará a noite
O espaço
O tempo
E despertará em todos os mundos a essência do prazer
O desejo da entrega
Que como gênios mitológicos dominarão o mundo
E então tudo se resumirá simplesmente em
Desejo
Carne e Paixão.
(06/05/2009 - Escrito para um conto e nunca utilizado)

domingo, 31 de março de 2019

Doce Amor


Imaginei
Teu corpo sobre o meu
Tua carne sobre a minha, ainda imaculada
Teu beijo de mel
Eu em teus braços atada

Sonhei
Com teu hálito quente
Tuas mãos ardentes
Um gemido entre os dentes
Um grito de prazer do corpo da gente

Fantasiei
Você... Amante
Amado, amigo
Herói

Vivi... Destino
Prazer
Desatino

Em teu corpo senti
Sonhei
Tremi

Provei
Teus sabores
Teu beijo
Teu gosto
Teu corpo

E mais ainda eu quis
Tocar-te
Cheirar
Amar

Engolir, guardar
Você dentro de mim
Em teus olhos, me ferir
Nos teus abraços, me curar

Quero te amar
E te amar
Simplesmente, amar

Não quero te prender
Nem te perder
Quero-te livre
Quero ser teu ninho
pr'onde cansado, qual passarinho
Voltarás

Em vários corpos sei que viverás
Várias tu ainda amarás
De várias maneiras
Por motivos vários

Mas sempre que quiser
Doce mel, beijos com sabor de lar
Sei que de mim vai lembrar
E a mim irá voltar...



(Darlene R. Faria -2008)

XIIIº CONCURSO POESIARTE DE POESIA




XIIIº CONCURSO POESIARTE DE POESIA



REGULAMENTO

1. Participantes:

1.1. Qualquer cidadão brasileiro ou estrangeiro, sendo que os poemas inscritos estejam em língua portuguesa.

1.2. A idade mínima para participação do concurso é de 12 anos.

2. Período de inscrição:

2.1. Início: 01 de abril de 2019.

Término: 29 de junho de 2019.

2.2. As inscrições serão feitas por via e-mail. Serão só aceitas as inscrições até a data limite (29 de junho) para: poesiarte@hotmail.com

3. Categoria:

3.1. Poesia – 1 (uma) por concorrente, com máximo de 3 (três) laudas (folhas).

3.2. Os participantes poderão enviar sua poesia sem precisar de um padrão específico poético, ou seja, poderão enviar em forma de soneto, haicai, trova, elegia, poetrix, etc.

4.Tema: “Resistência”.

4.1. O objetivo do tema é estimular a criatividade dos participantes, levando-os a uma reflexão para vida neste século. Uma homenagem a poetisa árabe-israelita Dareen Tatour.






4.2. Dareen Tatour (nascida em 16 de abril de 1982 em Reineh) é uma poetisa palestina, fotógrafa e ativista de mídia social de Reineh , Israel, que escreve em árabe, sua língua materna. Após a publicação de um poema nas mídias sociais, ela foi julgada e condenada em 2018 em um tribunal israelense por "incitar a violência" e "apoiar uma organização terrorista", sendo lançado em setembro. 2018. Ela publicou seu trabalho no Facebook e no YouTube .


Mensagens de mídia social e prisão

Em outubro de 2015, Tatour publicou um poema no YouTube e no Facebook intitulado "Qawem Ya Shaabi Qawemahum" ("Resista ao meu povo, resista a eles"), onde as palavras foram citadas como trilha sonora de imagens de palestinos em confrontos violentos com Israel tropas. Isto levou à sua prisão e acusação por incitamento à violência e pelo apoio de uma organização terrorista. Uma tradução completa do poema feita por um policial é citada no documento de acusação. O restante da acusação está relacionado a três publicações do Facebook: a foto de Israa Abed, uma mulher de Nazaré, colocada no chão da estação central de ônibus em Afula depois que ela foi baleada por soldados e guardas israelenses; uma foto de perfil com a escrita árabe "Ana Al-Shahid Al-Jay" ("Eu sou o próximo mártir"); e um post citando a convocação da Jihad Islâmica para a Intifada na Cisjordânia e chamando a Intifada dentro da linha verde para a Mesquita Al-Aqsa .


Reações

Segundo a BBC, "o caso do poeta se tornou uma causa célebre para os defensores da liberdade de expressão e chamou a atenção para o recente aumento das prisões israelenses - de árabes israelenses e palestinos na Cisjordânia ocupada - acusados ​​de incitamento ou planejando ataques online". O Centro Americano PEN condenou sua prisão e sentenciamento em 2016, organizou campanhas de cartas em seu nome, e após sua condenação em maio de 2018 afirmou que a condenação “depende de uma descaracterização descarada de seu trabalho e é um ataque inaceitável à liberdade de expressão em Israel”. Sua prisão foi condenada pela Voz Judaica pela Paz .


Julgamento e sentença

Ela foi condenada em 3 de maio de 2018 e em 31 de julho de 2018 condenada a cinco meses de prisão. Ela foi libertada em setembro de 2018.

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Dareen_Tatour



5. Textos:

5.1. Deverão ser escritos em língua portuguesa (idem ao item 1.1), digitados em página branca tamanho A4, utilizar fonte Arial ou Times New Roman tamanho 12 e espaço 1,5.

5.2. Não serão aceitos trabalhos manuscritos. (ver item 3.1)

5.3. Os trabalhos deverão ser inéditos, isto é, ainda não publicados em nenhum meio de comunicação ou em livro e principalmente por sites ou blogs na internet.

5.4. Os textos deverão conter exclusivamente o título da obra e o pseudônimo do autor.

5.5. Os pseudônimos não deverão guardar qualquer semelhança com o nome, apelido ou outro fator de identificação do concorrente, pois se houver o inscrito será eliminado.

5.6. Não serão aceitas inscrições de paródias ou paráfrases.

5.7. Casos de plágios serão denunciados pela organização do concurso.

6. Apresentação dos trabalhos por via e-mail deverá seguir o modelo abaixo da ficha de inscrição:

*Segue o modelo de ficha de inscrição:

Nome completo;

Cidade de origem:

Data de nascimento completa:

Cidade que representa:

Atividade que ocupa:

Título do poema:

Pseudônimo:

E-mail:

Endereço postal:

6.1. Caso o inscrito não preencher devidamente o formulário acima não estará qualificado para o certame do concurso.

6.2. Os trabalhos que não obedecerem às regras deste concurso serão automaticamente desclassificados.

6.3. Os poemas enviados por via e-mail deverão estar em documento Word, seguindo as especificações do item 5.1.

6.4. Não serão aceitas inscrições através de PDFS ou digitalizações.

7. Julgamento:

7.1. O corpo de jurados será formado por profissionais da área, altamente qualificados pela Comissão Organizadora do Concurso, que serão conhecidos e apresentados brevemente no blog:

http://concursopoesiarte.blogspot.com/



7.2. As decisões do júri são soberanas e irrecorríveis.

7.3. Serão ainda critérios para o julgamento das obras inscritas:

a) Vocabulário.

b) Conotação (uso de figuras de linguagem).

c) Ritmo.

d) Intertextualidade.

e) Criatividade.

7.4. Cada item acima valerá 20 pontos, o somatório de todos os itens é de 100 pontos.

7.5. Serão 06 (seis) jurados para 1ª etapa, onde sairão 10 finalistas para etapa final; outros 06 jurados farão suas avaliações e irão comentar cada obra finalista, dando o resultado final após o somatório dos pontos.

7.6. Manter o texto dentro das dimensões propostas no Regulamento.

7.7. Não serão aceitos trabalhos fora do tema estipulado.

7.8. Trabalhos com menções pornográficas, preconceituosas (cor, raças, sexo, religião, etc) serão automaticamente eliminados pelo júri.

7.9. A comissão organizadora decidirá sobre as omissões deste regulamento, depois de ouvida a opinião do júri.

8.Divulgação dos resultados:

8.1. A divulgação dos poemas inscritos com os seus pseudônimos será feita através do blog do concurso.

8.2. O resultado da 1ª etapa, que divulgará os finalistas será no dia 10 de julho de 2019.

8.3. O resultado final do concurso será no dia 19 de junho de 2019.

8.4. Tudo será divulgado no blog do concurso.

8.5. Caso ocorra atrasos nos resultados as datas serão modificadas e os inscritos saberão através do blog.

9. Premiação:

9.1. O primeiro colocado receberá um diploma, dois livros e medalha.

9.2. O segundo colocado receberá um diploma, um livro e medalha.

9.3. O terceiro receberá um diploma, um livro e medalha.

9.4. Caso no decorrer do concurso a comissão organizadora possa adquirir patrocínios, os prêmios serão mais pomposos com a realidade do concurso.

9.8. Não será permitido empate.

10. Disposições Gerais:

10.1. Honestidade, transparência e simplicidade são as marcas deste Projeto que no ano de 2019 fará 17 anos.

10.2. O PROJETO POESIARTE se reserva no direito de publicar os poemas dos três primeiros colocados no blog do concurso, ficando explícito que o ato de inscrição através da ficha implica em autorização para publicação.

10.3. Os autores dos poemas publicados serão automaticamente avisados por via e-mail.


Cabo Frio, 31 de março de 2019.


Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta)

Coordenador e idealizador do Concurso POESIARTE

PASSARINHO


segunda-feira, 18 de março de 2019

Somente um segundo


Somente um segundo
Um último toque
Um último suspiro
Um último olhar

O tempo passa...
Não, não desista
Não sem antes me dar
Um último adeus
Um último olhar

Somente um segundo
É tudo, tudo o que preciso
Pra mostrar
Que o Amor não morreu

Somente um toque
Um último toque
Pra te incendiar

Um último suspiro
Esperança
Um olhar
Lágrimas

Somente um segundo
Um toque, um suspiro
Um olhar antes do adeus
Pra lembrar teu coração
Que ele jamais deixou de me  amar.


(Outubro-2008)

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Se a cada amanhecer



Se a cada amanhecer
Eu pudesse ainda
Ao menos abraçar-te
Em minha alma
Haveria de nascer
Um brotinho de esperança
Onde anda você?
Onde anda aquele olhar,
Que a cada dia
Foi minha alegria
E aqueceu meu coração?
Onde está a luz,
Que minha alma em vão procura
Mas só encontra
Quando nossos olhares se cruzam?
Ah, você…
Você que amo
Sem dever
E sem querer
Que eu busco em todos os pensamentos
Em todos os momentos
Dia-a-dia
Veja só, luz do meu olhar
Como é belo o espetáculo
De um amor a brotar,
A crescer
Rompendo um coração
Que já machucado
Novamente sangra
A dor de te amar.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Amor



Amor eterno, amor insano
Como posso escolher
Seguir meu coração
E viver este louco sentimento
Ou seguir a razão
E te perder?
Amor...
Dor lancinante
Do constante não ter
O que mais desejamos
Mesmo que apenas queiramos
Um brilho no olhar...
Um sorriso... Uma voz
Como foi brotar
Em minh'alma calejada
Este querer
Que tanto dói
Que quase me mata
Mas que sem ele, sou nada?


ANTOLOGIA VIRTUAL AMIGOS DO CEN - HOMENAGEM EM EDIÇÃO ESPECIAL JANEIRO 2019


ANTOLOGIA VIRTUAL AMIGOS DO CEN - HOMENAGEM EM EDIÇÃO ESPECIAL JANEIRO 2019

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Dica literária: Valeska

Escrever sempre fez parte dos meus dias desde que em tenra idade comecei a entender a magia de unir letras e palavras para contar histórias - histórias que eu pretendia que, um futuro dia fossem tão boas e belas quanto as que eu lia. Os anos, passando depressa, sempre foram acompanhados de cadernos, rascunhos arremessados ao lixo ou guardados com zelo de quem admira a própria obra. Foi por volta do início dos anos dois mil que, pela primeira vez, arrisquei-me a escrever uma história mais longa, meu primeiro romance, Valeska. Por esta época, trabalhava em um bingo e era alvo de constantes brincadeiras por ter o costume de escrever, no verso das cartelas usadas e comandas, pequenos poemas. Valeska acabou sendo o resultado de uma brincadeira, colegas de trabalho me desafiavam a escrever um romance de temática LGBT com cenas "picantes". Escrevi-o, de fato, incluindo alguns poemetos como parte do texto. Confesso que, nesta primeira obra, há algumas falhas de revisão e é com grande desgosto que, algumas vezes faço uma releitura e encontro erros dignos de quem, no afã inicial de criar diferentes mundos, publicava suas postagens sem revisar, escrevendo durante as madrugadas de trabalho em papéis dispersos e depois publicando em sites. Corrijo, é bem certo, tais erros na medida em que os vou encontrando, pois, ao passar os texto aqui para o blog, sinto que não revisei suficientemente. Outro erro, entretanto, é incorrigível e assolou-me, sem que eu percebesse, boa parte do início de minha "carreira": Cometi o terrível engano de escrever sobre o amor, sem contudo tê-lo ainda conhecido. Em minh'alma, do amor só brotavam ecos das palavras lidas em clássicos romances e poesias, misturados certamente a alguns reparos dos olhos colocados aqui e ali, sem grande interesse ou emoção. Tudo tão insuficiente para falar verdadeiramente de amor - coisa que, somente anos depois, em dois mil e treze, eu perceberia, ao conhecer o "Bambino" que roubou meu coração - mas esta é uma outra história. Voltemos então a falar sobre Valeska. A história narrada é a de uma adolescente paulistana que vive uma paixão com sua melhor amiga e, num ato impensado, coloca tudo a perder. A personagem mantém um caderno, no qual escreve cartas poéticas. Os anos passam e o destino das desditosas amantes dá inúmeras voltas. Clichê com cenas demasiadamente explícitas, o romance, publicado de capítulo em capítulo no Recanto das Letras, foi responsável pelos primeiros contatos travados com outros escritores naquele site e também por chocar pessoas que na época me conheciam e, infelizmente, incapazes de separar a escritora da menina, passaram a me tratar como mulher feita, perdendo o recato nas conversas e os modos no tratamento, coisa que em absoluto eu não esperava, mas nem por isso, impediu-me de escrever logo em seguida meu segundo romance, Bianca, sobre o qual oportunamente falarei aqui. O fato é que tenho buscado organizar por data de publicação, meus poemas e textos em um caderno, numa tentativa de organizar minha produção literária e também de perceber as mudanças dos meus textos com o passar dos anos. Não me iludo crendo ser uma escritora de grandes e imortais obras, mas percebo que a qualidade do que escrevo melhorou sensivelmente com o passar dos anos, principalmente depois que eu passei a falar de amor conhecendo de fato todas as dores e alegrias de amar alguém de forma profunda e verdadeira - acredito mesmo que, caso o romance Valeska tivesse sido escrito sobre influência de um amor verdadeiro, certamente o desventurado casal teria tido outro final. Enfim, leitor e leitora, agora que já falei um pouco sobre meu singelo primeiro romance, deixo-os com um dos poemetos que a personagem Valeska escreveu para a amada Marjorie. Não reparem na singeleza das palavras e nem no mal-jeito do escrito, lembrem-se que, quem escrevia na época, tinha dezenove anos recém completos e o fazia num salão lotado, cheio de fumaça e, acima de tudo, com a alma ainda intacta, sem conhecer de fato o amor - como poderia em tais circunstâncias produzir uma poesia capaz de  arrancar lágrimas ou suspiros se nem eu mesma conhecia tais sensações? Ainda que hoje encontre tantos defeitos em meus antigos textos, não os renego, que seria de mim sem estes primeiros rascunhos? Ainda me dedicaria a escrever? Leria ainda com assiduidade? Como tudo, escrever requer prática e sentimento - e se aos dezenove anos eu ainda não os tinha, hoje, aos trinta e dois, vou adquirindo o primeiro e sentindo na alma as dores eternas de ter sido atingida pelo segundo. 
Amor
Amor, palavra profunda
Amar é querer bem a alguém,
É querer este alguém sempre perto
É querer ser feliz, e querer mais ainda fazer feliz o ser amado
Amor
Sentimento difícil de disfarçar
Você fez o amor brotar em meu coração
Numa nuvem de paixão
Amo-te, mais e mais a cada momento
(Poema escrito em 2005, publicado em 2008)

Para quem desejar ler o livro completo: Valeska Capítulo 1 (ou aguardem mais um pouco que em breve começarei a postar aqui os capítulos, um a um, revisados)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Uma última vez... Você

Chove!
Lá fora, o mundo se move:
Corre
Morre
Minh’alma está insensível
Como as lágrimas que por ti derramei
Pelo amor que para ti foi invisível.
Você que eu tanto amei
Você!
Suspiro
Choro
Busco...
...você
Ainda uma vez mais
Em minha vida
Uma última vez:
Você.



(Darlene R. Faria, 2007)

sábado, 5 de janeiro de 2019

Caminho da vida, estrada da alma

Amor. Caminho da vida, estrada da alma. É flor, é espinho, são lágrimas.
Sorrisos, dor e prazer. Encontro e desencontro, prosa e poesia.
Amor é arte, é música, é gravura, é doçura.
O amor é tudo, é nada, é algo além de sonho e realidade.
Auge da loucura e da razão é um fino véu que separa a alegria e o sofrimento.
Maltrata o coração, ainda assim, sem ele não há sentido em viver.
Buscamos, procuramos, encontramos uma só vez – e então nos guiará para sempre.
Vencendo mares bravios, escalando as cordilheiras, saindo de nossos recantos mais profundos, até chegar ao cume de nossa alma, dominar nosso coração, mente e corpo. E então percebemos o sem sentido da busca, pois o amor não se encontra, ele já está escrito, ele nos encontra. Ele atravessa mundos, dimensões, tempo,espaço! Uma jornada apenas para tocar nosso coração e unir-nos em seus laços, unindo vidas que seguiam separadas, até opostas, em um só caminho que lhes foi traçado, para que se fortaleçam, se completem e acima de tudo, se amem.
(São Vicente, 2007, escrito para o livro Valeska)