sexta-feira, 3 de outubro de 2014

ENIGMA DA PAIXÃO

 
ENIGMA DA PAIXÃO
Pode parecer tolice,
como alguém me disse:
um amor sem sexo
como uma orgia sem nexo.
Mas os devaneios o alimentam,
e ela torna-se, sim,
anima que me complementa
e satisfaz a necessidade de amor,
porquanto animus por parte dela eu sou.
Por uma mulher linda,
companheira nos meus sonhos,
murmuram o seu nome
os meus sussurros ressonados
e, no ninho mágico do amor
que o desejo encena,
sinto o seu perfume
e saboreio o seu delicioso gosto.
É verdadeira a química que flui,
como o corpo diz,
e  me deixa muito feliz.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

SOU FRIDA






Negar o inegável
E disfarçar o óbvio
Já não adianta mais
Calar do coração
A canção

Perder-me em teu olhar
E em teu corpo me encontrar
Não, tarde demais
Para tentar matar o sentimento
Imortal
Mesmo que ele me seja fatal

Risco não calculado
Amar-te demais
E não poder em meus braços
Reter-te
E nos teus

Deter-me

sábado, 13 de setembro de 2014

Despedida

Tanto amor
Ilusão sem fim
Paixão que machuca
Alegria que mata
Tristeza que corrói

Tanto amor
Tanta solidão
Tanta saudade
De um beijo
Um abraço
Um sorriso
Uma voz
Tão perto e tão distante

Por que amo,
Se aos poucos o amor me mata?
Se meu coração hoje sofre,
É por que um dia
Um beijo de mel
O envenenou com o Amor

Amor...
Veneno lento que mata aos poucos
E aos poucos meu coração
Vai se despedindo deste mundo
Mas parte contente
Lembrando do teu beijo o sabor...


XVI SALÃO DE ARTES PLÁSTICAS FEIRENSE

Troféu que ganhei hoje no XVI SALÃO DE ARTES PLÁSTICAS FEIRENSE, na Casa de Vila da Feira. Concorri com quatro poesias.





UM POEMA EM CADA ÁRVORE - MOBILIZAÇÃO NACIONAL 2014



UM POEMA EM CADA ÁRVORE - MOBILIZAÇÃO NACIONAL 2014


Em celebração ao Dia da árvore e ao início da Primavera, uma rede de poetas, educadores, estudantes, agentes culturais e sociais estarão mobilizados em levar a poesia aonde o povo está.

O Um poema cada árvore - iniciativa de incentivo à leitura que utiliza as árvores como suporte de leitura - acontecerá em 57 cidades brasileiras nos dias 21 e 22 de setembro.

O Um poema em cada árvore é uma iniciativa de incentivo à leitura realizada mensalmente desde agosto de 2010 na cidade de Governador Valadares, Minas Gerais.

Idealizada pelo poeta Marcelo Rocha e realizada pelo Instituto Psia, a iniciativa caracteriza-se por utilizar as árvores como suporte para a leitura, pendurando mensalmente poemas de poetas desconhecidos do grande público nos oitis valadarenses.

Esta foi uma forma encontrada para construir novos espaços de fruição poética, ampliar o acesso da população à poesia e colocar o trabalho de poetas contemporâneos em contato com novos públicos.

O Um poema em cada árvore foi uma das iniciativas finalistas do Prêmio Vivaleitura 2011 e atualmente é um dos projetos finalistas do Prêmio Vivaleitura 2012, premiação concedida pela OEI - Organização dos Estados Ibero-Americanos.

Comunicamos a lista de CIDADES E ARTICULADORES que realizarão o UM POEMA EM CADA ÁRVORE - MOBILIZAÇÃO NACIONAL 2014

ARTICULADORES NO RIO DE JANEIRO:
MARIO REZENDE

IRENE CANADINHAS PEREIRA

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

LEVE, POESIA LEVE

VOU REALIZAR O EVENTO NA PRAÇA AFONSO PENA, NA TIJUCA, NO DIA 21. A PRESENÇA DE MEUS AMIGOS VAI ME SATISFAZER MUITO.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Romã



Invadindo meus quartos,
me vi na lembrança esquecida
com dentes e purpurinas,
me vi no medonho céu
de raízes sem espaço

foram linhas cruzadas
nas remosas culpas
da vida

pensei: meu Deus!
se eu tivesse crido
naquilo, e naquilo!?

Mas sempre acreditei em sonhos,
durmo acordada
no romã barulho das caladas
da noite.

Camila Senna.

sábado, 30 de agosto de 2014

EDITAL DO PRÊMIO RADIOTELEGRAFISTA AMARO PEREIRA DE CRÔNICA



PRÊMIO RADIOTELEGRAFISTA
AMARO PEREIRA DE CRÔNICA


EDITAL/09 - 2014
REGULAMENTO

1. Participantes:

1.1. Qualquer cidadão brasileiro ou estrangeiro, sendo que as crônicas inscritas estejam em língua portuguesa.

1.2. A idade mínima para participação do concurso é de 14 anos.

2. Período de inscrição:

2.1. Início: 01 de setembro de 2014.
Término: 30 de novembro de 2014.

2.2. Os trabalhos poderão ser enviando para o seguinte endereço postal:

PRÊMIO RADIOTELEGRAFISTA AMARO PEREIRA DE CRÔNICA
A/C RODRIGO OCTAVIO PEREIRA DE ANDRADE
ENDEREÇO: RUA JORGE LÓSSIO, N°1478.
BAIRRO: VILA NOVA.
CIDADE: CABO FRIO/RJ.
CEP.: 28907-015.

2.3. As inscrições são aceitas até o dia 30 de novembro de 2014 ou enviadas por via postal até mesma data, valendo o carimbo postal como comprovante do prazo.

2.4. As inscrições poderão ser feitas via e-mail. Enviar até a data limite para: poesiarte@hotmail.com

3. Categoria:

3.1. Crônica – 1 (uma) por concorrente, com máximo de 2 (duas) laudas (folhas).

4.Tema: UMA MENSAGEM DE PAZ.

4.1. O objetivo do tema é estimular a criatividade dos participantes, levando-os a uma reflexão para vida neste século.

“Não existe um caminho para a paz. A paz é o caminho.” (Mahatma Gandhi)

5.Textos:

5.1.Deverão ser escritos em língua portuguesa (idem ao item 1.1), digitados em papel branco A4, de um só lado da folha em fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 12, espaço 1,5, em 6 (seis) vias (cópias).

5.2. Não serão aceitos trabalhos manuscritos, ou seja, fugir do padrão exigido. (ver item 3.1)

5.3. Os trabalhos deverão ser inéditos, isto é, ainda não publicados em nenhum meio de comunicação ou em livro e principalmente por sites ou blogs na internet.

5.4. Os textos deverão conter exclusivamente o título da obra e o pseudônimo do autor.

5.5. Os pseudônimos não deverão guardar qualquer semelhança com o nome, apelido ou outro fator de identificação do concorrente, pois se houver o inscrito será eliminado.

5.6. Casos de plágios serão denunciados pela organização do concurso.

6. Apresentação dos trabalhos por envelope e via e-mail.

6.1. Os trabalhos deverão ser enviados dentro de um envelope endereçado da seguinte maneira (idem ao item 2.2):

PRÊMIO RADIOTELEGRAFISTA AMARO PEREIRA DE CRÔNICA
A/C RODRIGO OCTAVIO PEREIRA DE ANDRADE
ENDEREÇO: RUA JORGE LÓSSIO, N°1478.
BAIRRO: VILA NOVA.
CIDADE: CABO FRIO/RJ.
CEP.: 28907-015.

No remetente deverá vir escrito o nome do autor e o endereço.

6.2. O pseudônimo não poderá vir escrito no exterior do envelope.

6.3. Todas as folhas dos trabalhos deverão conter apenas o pseudônimo no rodapé, sem assinatura ou qualquer ou tipo de identificação.

6.4. A ficha de inscrição deverá estar preenchida e assinada e deverá vir dentro do envelope.

Segue o modelo de ficha de inscrição:

Nome completo;
Cidade de origem:
Data de nascimento completa:
Cidade que representa:
Atividade que ocupa:
Título da crônica:
Pseudônimo:
Site ou blog:
E-mail:
Endereço postal:

6.5. Caso o inscrito não preencher devidamente o formulário acima não estará qualificado para o certame do concurso.

6.6. Não haverá devolução dos trabalhos recebidos.

6.7. Os trabalhos que não obedecerem às regras deste concurso serão automaticamente desclassificados.

6.8. As crônicas enviados por via e-mail deverão estar em documento Word, seguindo as especificações do item 5.1.

6.9. Não serão aceitas inscrições através de PDFS ou digitalizações.

7. Julgamento:

7.1. O corpo de jurados será formado por profissionais da área, altamente qualificados pela Comissão Organizadora do Concurso, que serão conhecidos e apresentados brevemente no blog:

7.2. As decisões do júri são soberanas e irrecorríveis.

7.3. Serão ainda critérios para o julgamento das obras inscritas:

a) Vocabulário.                                                                  
b) Conotação (uso de figuras de linguagem).
c) Discurso.
d) Intertextualidade.
e) Criatividade.

7.4. Cada item acima valerá 20 pontos, o somatório de todos itens é de 100 pontos.

7.5. Serão 06 (seis) jurados que farão suas avaliações e irão comentar cada obra finalista, dando o resultado final após o somatório dos pontos.

7.6. Manter o texto dentro das dimensões propostas no Regulamento.

7.7. Não serão aceitos trabalhos fora do tema estipulado.

7.8. Trabalhos com menções pornográficas, preconceituosas (cor, raças, sexo, religião, etc) serão automaticamente eliminados pelo júri.

7.9. A comissão organizadora decidirá sobre as omissões deste regulamento, depois de ouvida a opinião do júri.

8.Divulgação dos resultados:

8.1. A divulgação dos poemas inscritos com os seus pseudônimos será feita através do blog do concurso.

8.2. O resultado final do concurso será no dia 17 de novembro de 2014.

8.3. Tudo será divulgado no blog do concurso.

8.4. Caso ocorra atrasos nos resultados as datas serão modificadas e os inscritos saberão através do blog.

9. Premiação:

9.1. O primeiro colocado receberá um troféu, um diploma, dois livros, medalha de ouro e uma caricatura feita pelo caricaturista Zel Humor.

9.2. O segundo colocado receberá um diploma, um livro e medalha de prata.

9.3. O terceiro receberá um diploma, um livro e medalha de bronze.

9.4. O quarto receberá um diploma e um livro.

9.5. O quinto receberá um diploma e um livro.

9.6. O sexto receberá um diploma e um livro.

9.7. Caso no decorrer do concurso a comissão organizadora possa adquirir patrocínios, os prêmios serão mais pomposos com a realidade do concurso.

9.8. Não será permitido empate.

10. Disposições Gerais:

10.1. O PRÊMIO RADIOTELEGRAFISTA AMARO PEREIRA DE CRÔNICA se reserva no direito de publicar as crônicas inscritas, vencedoras ou não, em livros, ficando explícito que o ato de inscrição através da ficha implica em autorização para publicação.

10.2. Os autores das crônicas publicadas serão automaticamente avisados por via e-mail.

10.3. Nesta edição o Coordenador de Divulgação Virtual do PRÊMIO RADIOTELEGRAFISTA AMARO PEREIRA DE CRÔNICA será o escritor Edweine Loureiro de Saitama/Japão.

Cabo Frio, 30 de agosto de 2014.

Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta)
Coordenador e idealizador do PRÊMIO RADIOTELEGRAFISTA AMARO PEREIRA DE CRÔNICA

Edweine Loureiro
Coordenador de Divulgação Virtual do PRÊMIO RADIOTELEGRAFISTA AMARO PEREIRA DE CRÔNICA

JURADOS

SYLVIA MARIA - PROFESSORA E ACADÊMICA DA ACADEMIA CABO-FRIENSE DE LETRAS

ANTHONY MOHAMMAD - POETA E COLCABORADOR DO PORTAL ÁRABE

ALBERTO ARECCHI - ESCRITOR

IVA MARIA - JORNALISTA E ARTISTA PLÁSTICA

EDWEINE LOUREIRO - PROFESSOR E ESCRITOR

MARCELO DE OLIVEIRA - PROFESSOR E ESCRITOR

MARCELO REIS - PRESIDENTE DA ABRAONG

ANDREA PIRES - POETISA

VANDA BUGRA - POETISA

JORGE HENRIQUE - GALPÃO DA CULTURA NEGRA


sábado, 16 de agosto de 2014

REENCONTRO AO LUAR





REENCONTRO AO LUAR

Foi a Lua quem me disse:
“Ela te espera, deixa de tolice rapaz!
Eu mesma desenhei a sua sombra
que se alonga tal que sua esperança.
Também fui eu quem fez brilhar
uma lágrima solitária,
carregada de amor e ternura,
que rolou preguiçosa e sofrida,
riscou silenciosa o seu rosto
e se escondeu entre os seios,
cheios da sua ausência,
que esperam, generosos, o seu amor.”
Então eu senti, como uma lufada de vento,
a minha chama se avivar,
pela sensação gostosa de ser  amado,
de ouvir o amor sussurrado,
cantado pelo vento no meu ouvido,
da menina ávida de mim.
E do tamanho do seu fascínio
eu me dei conta, enfim.
E o meu barco rumou sereno,
apressando a lentidão do tempo,
trazendo seu homem  de volta ao cais.
E, sob o olhar prateado da lua alcoviteira,
estreitei  o seu corpo ao meu
 e me fundi, feliz, com meu amor. 

Mario Rezende

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A Tempestade,





Hoje a tempestade avança por dentro de mim. Rodopia por entre as minhas dúvidas, me assombra. Me sinto um caos! Um pedido soa longe: “socorro”! E gritos me atordoam... O pequeno barco já partiu do cais, agora minha viagem não tem volta. 

Minha jornada na solidão começa assim, apenas um cais vazio, sem acenos ou despedidas. Apenas vou, com meus farrapos na pele e minhas verdades não esclarecidas. Meu barco passará pelas insônias e pelos rios vermelhos, e acordarei na neblina dos meus próprios sonhos. Estúpida e mansa, como na infância... Tola e covarde, como na juventude. 

Apenas sigo, navegando no mar de ideias, tentando não naufragar nas agonias presas na garganta, apenas sussurrar tem sido meu escape, breves e pavorosos. Louca! Uma voz suave ao meu ouvido, toda noite. Louca? Acho que já não é tanta loucura assim que me mantém. Deixei meu monstro interior preso no baú das minhas delícias, não sou dele mais, sou apenas uma moça que navega na imensidão das águas claras, procurando uma parte da infância, procurando outra metade. 

A tempestade é verdadeira agora e faz meu barco balançar de um lado para o outro, não tenho mais controle dele, nem de mim. O vento é forte, a tempestade me alcançou e agora faço parte dela... E ela consegue me atirar no mar gélido e sinistro, e agora faço parte dele, sou agora mais uma de suas ideias. E lentamente meu corpo se vai, feito um bailado em câmera lenta. E meu corpo cintila, vultos claros me envolvem, como se saíssem de dentro mim, saíam os medos e os pesadelos, saíam as sobras, os desamores... Acordei na praia. Um praia  colorida, sua areia brilhava feito cristal. 

Paralisei-me, olhando minhas mãos transparentes... Uma música soava, igual aquelas caixinhas com bailarinas... E eu corria ao encontro da música, as folhas no chão corriam comigo, e eu brincava com elas e sorríamos, éramos crianças... E cada folha era um sorriso, e eu já não sabia se era uma criança correndo ou uma daquelas estranhas folhas. 

O mar já não existia dentro de mim, já não sentia saudade do monstro que tranquei, e já não lembrava da tempestade... Sou agora apenas uma rocha ou flor? Uma folhagem que corre ou abismo sem cor? Fumaça do vulcão ou música secreta? Sou a caixinha ou a criança tentando dar corda? Estou perdida na praia, não estou?! 

O sol queima na pele... Já é manhã dentro de mim. A tempestade me abraçara forte, sou agora uma moça perdida, tentando achar o caminho de volta pra casa.

Por Sulla Mino